Uma denúncia anônima protocolada na Promotoria de Justiça de Canaã dos Carajás, em 21 de julho de 2026, pode abrir uma nova frente de apuração no duplo homicídio que vitimou Gabrielle Souza Mota e Andrey Pereira Mota. No documento, encaminhado ao Ministério Público, o autor – que afirma não se identificar por medo de represálias – atribui a Reinaldo a condição de suposto mandante do crime e relata uma série de detalhes que, se confirmados, podem alterar a compreensão do caso.
Segundo a notícia-crime, Reinaldo teria participado diretamente do planejamento e chegado a confessar ao denunciante como o assassinato teria sido arquitetado. O relato afirma que o alvo inicial não seria Andrey, mas um primo de Gabrielle, que mora em Xinguara (PA), e que o grupo teria se confundido no momento da execução, matando os irmãos durante uma festa. O documento também sustenta que o crime teria sido cometido por “dois pistoleiros profissionais” e menciona, de forma textual, que eles “não são civis”, insinuando possível participação de agentes públicos, algo que ainda precisa ser apurado pelas autoridades.
ATENÇÃO: O CONTEÚDO DESTA PUBLICAÇÃO É TOTALMENTE EXTRAÍDO DA DENÚNCIA ANÔNIMA, QUE AINDA SERÁ INVESTIGADA – OU NÃO – PELA AUTORIDADE POLICIAL

A denúncia descreve ainda que Reinaldo teria usado o celular de sua irmã, Andressa Coelho, para enviar mensagens com ameaças diretas à vítima Gabrielle. O texto diz que a proximidade entre os envolvidos era tamanha que ele teria livre acesso à residência de Andressa e de Maycon, podendo entrar e sair quando quisesse, o que, segundo o denunciante, teria facilitado a movimentação antes do crime.
Outro trecho do documento chama atenção por envolver a motivação do suposto crime. O denunciante afirma que, além de uma suposta retaliação, Gabrielle teria dito que, com a morte de Reinaldo, a herança seria destinada ao filho que os dois tinham em comum. O texto também relata que, após a execução, Reinaldo teria demonstrado remorso, mas ao mesmo tempo proferido ameaças de morte contra quem revelasse o caso, dizendo que “iria matar também”.

Na segunda página da denúncia, o autor informa que deixou de procurar as autoridades antes por medo da própria vida, alegando que Reinaldo teria grande poder financeiro e estaria disposto a mandar matar para garantir seu silêncio. Ao final, pede a instauração de procedimento investigativo e o oferecimento de denúncia contra Reinaldo e outros eventuais envolvidos ainda não citados, para que sejam “processados e condenados na forma da lei”.
ATENÇÃO: O CONTEÚDO DESTA PUBLICAÇÃO É TOTALMENTE EXTRAÍDO DA DENÚNCIA ANÔNIMA, QUE AINDA SERÁ INVESTIGADA – OU NÃO – PELA AUTORIDADE POLICIAL

O caso, porém, já vinha se desdobrando por meio da investigação conduzida pela Polícia Civil. Conforme já divulgado, Maycon e Andressa Coelho foram presos, enquanto Olívia Alves Coelho de Moraes e Tanielton Taveira da Silva passaram a ser considerados foragidos. A Justiça também teria se baseado em laudos e outros elementos periciais para embasar novas medidas cautelares, incluindo a confirmação de que a arma apreendida em uma residência seria a mesma utilizada na execução dos irmãos.

Com a denúncia agora nas mãos do Ministério Público, a apuração pode ganhar um novo rumo. O material encaminhado à Promotoria não encerra o caso, mas reforça a possibilidade de surgimento de uma nova linha investigativa sobre a autoria intelectual do crime, especialmente diante das menções ao nome de Reinaldo e às circunstâncias descritas no documento.
Até o momento, as informações da denúncia permanecem sob apuração e não foram confirmadas oficialmente no próprio documento. A confirmação ou não desses relatos dependerá do avanço das investigações, da análise pericial e da oitiva dos envolvidos.

