Novo tremor volta a ser sentido em Tucuruí; município acumula registros de abalos entre maio e junho

Novo tremor volta a ser sentido em Tucuruí; município acumula registros de abalos entre maio e junho

TUCURUÍ (PA) – Moradores de Tucuruí, no sudeste do Pará, voltaram a relatar tremores de terra e fortes estrondos durante a madrugada desta quinta-feira (11 de junho). O fenômeno reacendeu a preocupação da população, que já havia sentido outros abalos sísmicos registrados na região durante o mês de maio.

Por volta das 3h54, moradores de diferentes bairros compartilharam mensagens nas redes sociais e em grupos de WhatsApp relatando vibrações em residências, além de um forte barulho semelhante a um trovão. Segundo os relatos, portas, janelas, telhados e outros objetos chegaram a tremer.

Algumas pessoas afirmaram ter saído de casa para verificar o que estava acontecendo diante da intensidade do estrondo. Também surgiram relatos de possíveis danos materiais, incluindo o registro de uma janela de vidro quebrada. Até o momento, não há informações sobre feridos.

Três tremores foram registrados em maio

Os episódios mais recentes ocorrem cerca de um mês após a confirmação de três tremores de baixa magnitude com epicentros próximos ao município de Tucuruí, registrados pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e divulgados pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB).

Segundo o relatório, os eventos ocorreram nas seguintes datas:

  • 10 de maio de 2026, às 5h49 – magnitude 2,5;
  • 10 de maio de 2026, às 7h20 – magnitude 2,4;
  • 12 de maio de 2026, às 11h47 – magnitude 2,0.

Na ocasião, moradores também relataram sensação de tremor e movimentação de objetos dentro de residências localizadas próximas aos epicentros.

As autoridades informaram que não houve registro de danos materiais significativos ou feridos relacionados aos abalos catalogados oficialmente.

Especialistas explicam fenômeno

De acordo com especialistas, tremores de baixa magnitude são relativamente comuns no Brasil e ocorrem com frequência em diversas regiões do país, inclusive no Pará.

A maior parte desses eventos é tão fraca que passa despercebida pela população. No entanto, quando ocorre próximo a áreas habitadas ou em menor profundidade, o tremor pode ser sentido pelos moradores, mesmo apresentando baixa magnitude.

Monitoramento permanente

A atividade sísmica nacional é acompanhada pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

A rede conta com aproximadamente 100 estações sismográficas espalhadas pelo país, operadas por instituições como o Centro de Sismologia da USP, o Observatório Sismológico da UnB, o LabSis/UFRN e o próprio Observatório Nacional.

Esses equipamentos permitem identificar e catalogar eventos sísmicos, auxiliando pesquisadores na análise da atividade geológica em diferentes regiões brasileiras.

População segue em alerta

Com os registros de maio e os novos relatos desta madrugada de 11 de junho, moradores aguardam esclarecimentos de órgãos técnicos e autoridades sobre a origem dos estrondos e vibrações percebidos na cidade.

Até o momento, não há confirmação oficial de que o fenômeno registrado nesta quinta-feira tenha sido catalogado pelos órgãos responsáveis pelo monitoramento sísmico nacional. Entretanto, os relatos reforçam a preocupação da população e mantêm o município atento a novos registros.

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