Canaã dos Carajás: autor de homicídio ocorrido na Vila dos Imigrantes, em 2024, é condenado pelo Tribunal do Júri

Tribunal do Júri condena réu por homicídio e encerra julgamento de caso que chocou Canaã dos Carajás

Ediel Moreira de Souza foi condenado a 5 anos e 10 meses de reclusão pela morte de Henrique Martins da Silva, ocorrida na Vila dos Imigrantes, em maio de 2024.

O Tribunal do Júri da Comarca de Canaã dos Carajás condenou, nesta quarta-feira (26), Ediel Moreira de Souza pela morte de Henrique Martins da Silva, em julgamento que encerrou uma investigação iniciada após o crime ocorrido na Vila dos Imigrantes, zona rural do município.

Diferentemente da informação divulgada inicialmente, o Conselho de Sentença não reconheceu o homicídio privilegiado. Os jurados reconheceram a prática de homicídio simples, resultando na condenação do réu a 5 anos e 10 meses de reclusão.

O crime aconteceu por volta de 1h da madrugada de 5 de maio de 2024. Segundo a acusação, vítima e acusado estavam em um bar quando se desentenderam. Ediel teria desferido três golpes contra Henrique, que morreu em decorrência das agressões.

Durante o julgamento, Ediel confessou ter sido o autor dos golpes, mas negou que o conflito tivesse começado por causa de aluguel atrasado. Segundo sua versão apresentada aos jurados, Henrique teria agredido sua esposa, que estava grávida de sete meses na época.

A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Emerson Costa de Oliveira, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Canaã dos Carajás. A defesa ficou sob responsabilidade dos advogados Reimon de Andrade e Alan Glauber Leal.

A sessão foi presidida pela magistrada Liana Hurtado Toigo, titular da Vara Criminal da Comarca de Canaã dos Carajás.

Ediel estava preso havia 2 anos, 3 meses e 22 dias. Com o período já cumprido, restam 3 anos, 4 meses e 8 dias de pena.

A magistrada determinou a alteração do regime inicial para o aberto e autorizou que o réu recorra da sentença em liberdade.

O julgamento coloca um ponto final, nesta etapa, ao processo relacionado à morte de Henrique Martins da Silva, quase dois anos e quatro meses após o crime.

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