A Polícia Civil do Pará prendeu, na manhã desta segunda-feira (27), Andressa Coelho de Sousa, suspeita de participação no duplo homicídio dos irmãos Gabrielle Souza Mota, de 25 anos, e Andrey Pereira Mota, de 31 anos. O crime ocorreu em 2023, durante a ExpoCanaã, em Canaã dos Carajás, e teve grande repercussão na região.

A prisão preventiva foi cumprida após avanço nas investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Parauapebas, com apoio da Superintendência Regional de Carajás (16ª RISP). Segundo a polícia, Andressa é ex-cunhada de uma das vítimas e é apontada como responsável por ameaças enviadas dias antes do crime, além de possível envolvimento direto na execução.
Durante a operação, também foi preso em flagrante o marido da investigada, Maycon de Sousa Ferreira Coelho, por posse ilegal de arma de fogo e munições. Com ele, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 — compatível com o utilizado no crime — além de diversas munições, inclusive de uso restrito. Aparelhos eletrônicos também foram recolhidos e devem passar por perícia.

As buscas e apreensões foram realizadas na residência da suspeita e em um estabelecimento comercial ligado a ela e a familiares.
O caso ganhou novo rumo após a centralização das investigações pela Superintendência Regional de Carajás, sob coordenação do delegado João Abel B. de Matos, que transferiu o inquérito para a Delegacia de Homicídios de Parauapebas. A unidade especializada realizou um pente-fino nas provas e depoimentos, resultando nos avanços que levaram à identificação da suspeita.

O duplo homicídio aconteceu na madrugada do dia 28 de outubro de 2023, no estacionamento da ExpoCanaã. De acordo com as investigações, um homem se aproximou do veículo das vítimas simulando um assalto e, em seguida, efetuou disparos à queima-roupa contra os irmãos, atingindo-os na cabeça. O autor fugiu em uma motocicleta.
A perícia apontou indícios de crime premeditado, como pneus do carro esvaziados e o uso de arma calibre .38. Dias antes, a família já havia recebido ameaças anônimas, agora ligadas à investigada.
Andressa Coelho de Sousa permanece à disposição da Justiça e deve ser interrogada. Segundo a Polícia Civil, as investigações estão avançadas e novas prisões podem ocorrer a qualquer momento.
