Adolescente de 14 anos é encontrada morta e enterrada às margens da BR-163; três suspeitos são presos durante investigação
Claudia Geovana Dourado de Oliveira, de 14 anos, havia sido sequestrada de um hotel em Lucas do Rio Verde. Investigação aponta participação de três suspeitos, que tentavam deixar Mato Grosso
A adolescente Claudia Geovana Dourado de Oliveira, de 14 anos, foi encontrada morta e enterrada em uma área de mata às margens da BR-163, na região de Sorriso, em Mato Grosso, nesta quarta-feira (12). A jovem havia sido sequestrada dias antes de um hotel em Lucas do Rio Verde.

O corpo foi localizado durante diligências realizadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Lucas do Rio Verde, sob coordenação do delegado Arthur Andrade Almeida. Conforme as informações apuradas pela reportagem, Claudia estava enterrada em uma cova, com as mãos amarradas e uma corda no pescoço.
Após os policiais identificarem o local exato onde o corpo havia sido enterrado, o Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar a escavação e auxiliar na retirada da vítima. A área foi preservada para os trabalhos periciais.

O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio. Os elementos encontrados no local serão analisados pela perícia, enquanto o corpo deverá passar por necropsia, procedimento que poderá apontar a causa da morte e fornecer informações importantes para esclarecer a dinâmica do crime.
Sequestro aconteceu dentro de hotel
Claudia estava desaparecida desde a madrugada de quinta-feira (6), quando foi retirada à força de um hotel em Lucas do Rio Verde.

Após a comunicação do desaparecimento, a Polícia Civil iniciou uma série de diligências. Equipes passaram a analisar imagens de câmeras de segurança, levantar informações sobre os veículos utilizados e reconstruir o trajeto feito pelos envolvidos.

Segundo informações apresentadas pelo delegado Arthur Andrade Almeida, um dos suspeitos aparece nas imagens entrando no hotel, arrombando a porta do quarto e retirando a adolescente pelo pescoço.

Uma mulher que aparece acompanhando o homem também foi presa. Conforme a investigação, ela teria apontado o quarto onde Claudia estava e, posteriormente, ameaçado o recepcionista do estabelecimento.

Um terceiro suspeito teria permanecido nas proximidades com a função de monitorar o local, dando suporte à ação.
Durante as diligências, um Fiat Mobi branco foi identificado como um dos veículos utilizados no deslocamento relacionado ao crime.
Corpo foi levado para uma área de mata
As investigações avançaram em direção à região de Sorriso até que os policiais conseguiram identificar o ponto onde a adolescente havia sido enterrada.
De acordo com as informações repassadas pelo delegado Arthur Andrade Almeida, o homem apontado como responsável pelo sequestro também teria levado Claudia até a região de mata e participado diretamente da execução.

A forma como a vítima foi encontrada passou a ser um dos elementos importantes para a reconstrução do crime. Claudia estava enterrada, com as mãos amarradas e uma corda no pescoço.
A perícia deverá analisar o corpo, a cova e possíveis vestígios encontrados na área. A necropsia também deverá contribuir para determinar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias da execução.
Suspeitos tentavam fugir para o Rio de Janeiro
Outro detalhe revelado pela investigação é que os suspeitos já estariam se deslocando em direção ao Rio de Janeiro, na tentativa de escapar das medidas judiciais expedidas contra eles.
Conforme as informações repassadas à reportagem, três envolvidos acabaram localizados durante as diligências que contaram com a participação da DERF de Lucas do Rio Verde e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Paranaíba, no Mato Grosso do Sul.
Segundo o delegado Arthur Andrade Almeida, os três investigados possuem passagens anteriores por tráfico de drogas e são considerados reincidentes.

Os policiais também apreenderam celulares dos suspeitos. Os aparelhos serão encaminhados para perícia e poderão fornecer informações sobre conversas, deslocamentos e a comunicação entre os envolvidos antes e depois do sequestro.
Motorista de aplicativo foi usado durante a fuga
A investigação também descobriu que os três suspeitos teriam recorrido a um motorista de aplicativo, abordado na rodoviária de Cuiabá, para tentar deixar a região.
A intenção seria utilizar o transporte para prosseguir com a fuga em direção ao Rio de Janeiro, enquanto as forças de segurança realizavam as diligências para localizá-los.
A Polícia Civil continua trabalhando para individualizar a conduta de cada investigado e esclarecer todas as etapas do crime.
Três suspeitos tiveram funções diferentes, aponta investigação
Conforme as informações apresentadas pelo delegado Arthur Andrade Almeida, as imagens e demais elementos reunidos durante a investigação permitiram identificar funções distintas desempenhadas pelos três suspeitos.
Um deles é apontado como o homem que entrou no hotel, arrombou a porta do quarto e sequestrou Claudia. A investigação também aponta que ele teria conduzido a adolescente até a área de mata e participado diretamente da execução.
A mulher presa teria acompanhado o homem durante a ação, indicado o quarto da vítima e ameaçado o funcionário da recepção.
O terceiro envolvido teria ficado responsável por monitorar o local, dando suporte aos demais integrantes do grupo.
A Polícia Civil ainda apura se outras pessoas tiveram participação no crime.
Investigação continua
Apesar da localização do corpo e das prisões, o trabalho investigativo ainda não foi concluído.
A Polícia Civil busca esclarecer a motivação do crime, a participação individual de cada suspeito, a dinâmica do sequestro, o deslocamento da vítima até a área de mata e as circunstâncias da execução.

Os celulares apreendidos serão submetidos à perícia, enquanto imagens de câmeras de segurança, depoimentos e demais vestígios serão analisados e confrontados pelos investigadores.
O delegado Arthur Andrade Almeida, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Lucas do Rio Verde, conduz as investigações relacionadas ao sequestro e ao homicídio.
O caso permanece sob investigação da Polícia Civil de Mato Grosso.

