Autora: Geusilene Moreira dos Santos de Souza
Estudante do 1º semestre de Direito na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), campus de Canaã dos Carajás.
A Raiz da Violência Urbana e a Omissão Estatal
Na minha cidade, ultimamente, vem ocorrendo um aumento perceptível nos índices de homicídios envolvendo jovens de 18 a 25 anos.
Infelizmente, a maioria desses indivíduos são suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e com o chamado “acerto de contas”. Ao analisar esse cenário, fica evidente a grave falta de segurança pública, além da ausência de uma conscientização coletiva sobre o futuro da nossa juventude. Afinal, quantos jovens mais perderão suas vidas antes que medidas reais sejam tomadas?
Nesse contexto, convém lembrar que o Artigo 227 da Constituição Federal estabelece como dever absoluto da família, da sociedade e do Estado assegurar aos jovens, com prioridade, o direito à vida, à educação e à proteção social. No entanto, a realidade caminha na contramão da lei.
O cerne desse problema muitas vezes começa dentro de casa, onde muitas mães, pressionadas pela necessidade financeira, precisam sair para trabalhar e acabam sem tempo para acompanhar o crescimento dos filhos. Diante desse desamparo no lar e da falha das instituições, o jovem cresce vulnerável e acaba encontrando na criminalidade das ruas um falso refúgio.
Diante dessa óbvia linha de omissão, cabe questionar: o que o poder público tem feito para reverter essa situação? É urgente que o governo atue de forma integrada com a segurança pública e com a assistência social para apoiar as famílias que sofrem com as consequências da desigualdade racial e socioeconômica.
Portanto, para reduzir drasticamente esse índice de criminalidade, o Estado deve elaborar projetos focados na juventude, expandindo oficinas de aprendizagem e qualificação profissional para facilitar a inserção desses jovens no mercado de trabalho.

